The Great Southern Cantaloupe Page

Apresento-lhes o suculento, consistente e apetitoso

O CATALUPO

 

A história do catalupo se confunde com a história da própria humanidade. Originário das terras baixas do norte da Alsácia, o Catalupo (Catalippu mabelensis) foi trazido à civilização por navegadores visigodos que fugiam do Grande Incêndio da Era Glacial -- o mesmo que destruiu as espécies raras de bolachas recheadas de mortadela (que Alá as tenha). Foi rapidamente incorporado aos hábitos alimentícios dos guerreiros pigmeus, à medida que se revelava poderosa fonte de vitamina D e leal aliado do pepino na formulação de máscaras faciais comestíveis. Aos poucos a nobre e suculenta fruta redonda ganhava o mundo, especialmente a partir do lançamento do livro "3217 Usos e Benefícios do Catalupo Desidratado", pelo antropólogo e neurologista filipino Ludwig Cotokos. Cotokos ganhou fama e projeção mundial ao circundar o globo por 3 vezes em um zepellin, procurando chegar ao auge da meditação e perfeição terrena. Ao sobrevoar as florestas brasileiras, um índio txucarramãe, pensando se tratar do Curupira, lançou uma flecha incandescente ao dirigível. O zepellin desceu vertiginosamente em chamas, o cientista começou a clamar por sua mãe e, prodigiosamente, o grande e bizarro balão enroscou em uma legítima árvore de catalupos-nanicos. Na mesma hora o fogo cessou, Cotokos se enamorou por uma nativa e o índio txucarramãe sofreu um desmaio, bateu a cabeça em um côco e morreu de tifo. Assim foram provados cientificamente os poderes milagrosos dos catalupos.

Atualmente o alimento é largamente consumido em 382 países, sendo que em cada um dos quais é aclamado por todo o povo e santificado pela Igreja. Em especial nas populações ribeirinhas do Suriname, a data nacional (14 de junho) é aclamada como "El día de lo cantalupo selvaje", quando os habitantes se reúnem em torno de uma grande cumbuca de risoto de catalupo, e dançam e uivam ao luar. As crianças se vestem de legumes e proclamam odes em louvor à Fruta.

No Brasil, os lendários "cantaloupes", tantas vezes homenageados na voz de Enrico Palazzo e outras divas da ópera, não são muito conhecidos. Isso se deve ao interesse dos governantes em ocultar toda e qualquer verdade que possa ser perigosa ou ameaçadora à sua posição exploradora. A única exceção é a tribo dos Txucarramães, onde os catalupos são flambados e transformados em suflê, em memória ao sofrido curumim morto no episódio acima narrado.

Nossa campanha, portanto, consiste em divulgar a imagem louvável e positiva do Catalippu mabelensis entre os brasileiros, como maneira de contornar a repressão que sofremos há anos, cerceados da verdade e covardemente afastados do poder místico do catalupo. E para isso nós precisamos de você. Preencha o formulário apresentado e encaminhe seus dados para a revista "Milagres e Revelações Proféticas dos Catalupos", com notícias internacionais, desenhos para colorir, o "Manifesto Catalupo" e receitas para aproveitar sua polpa. Automaticamente você será identificado como mais um de nossos irmãos, e receberá em casa um chaveiro em forma de pretzel.

Movimente-se, divulgue essa idéia. Proteste contra toda e qualquer forma de repressão e contra todas as outras frutas plebéias -- faça a diferença.

 

Apoio: Associação Espiritual do Catalupo Pantaneiro --"Posicione-se contra a exploração: Não coma melões"